segunda-feira, 24 de novembro de 2014

DO PELOURINHO À IGREJA DO BONFIM TINHA UM ACARAJÉ NO CAMINHO

ENTRE O PROFANO E O SAGRADO TINHA UM ACARAJÉ NO CAMINHO

Eita Bahia maravilhosa! 

Eita baianas formosas, acolhedoras e alegres! Dá gosto admirá-las com os seus turbantes, panos e colares de conta simbolizando a religiosidade na cor predominantemente branca.

E agora elas estão mais felizes ainda, vez considerado o ofício de fazer o acarajé Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia.

O tabuleiro da baiana tem história que vem de longe no tempo e no espaço. A mãe África está aí para provar e comprovar na história da formação do povo baiano a partir das dores dos escravos trazidos para cá. 

Desse tabuleiro, é óbvio que o destaque é o acarajé.

O acarajé é um bolinho de feijão fradinho preparado pelas ágeis mãos das baianas a partir do feijão moído em pilão de pedra também denominada acarajé, temperado e depois frito no azeite de dendê fervente. Após essas etapas é servido recheado de pimenta,  vatapá, caruru, vinagrete e camarão.  Pronto!  Delicie-se com o manjá dos Orixás.

Há quem diga que  quem come pela primeira vez um acarajé ficará abençoado pelo vício da repetição por toda a vida. Eu não duvido!  É que isso só pode ser coisa dos Orixás, e estes têm poder.

Contudo,  aqui vai um aviso aos navegantes de aparelhos digestivos sensíveis: acarajé é obra prima sim da culinária baiana,  mas vão com calma.  Contenham-se um pouco no pecado da gula porque assim poderão aproveitar melhor os passeios turísticos. Digo-lhes isso por experiência própria.

É que, por onde se anda em Salvador, sempre se vê uma baiana e um tabuleiro com todas as suas tentações.

No meu caso,  até parece que a minha é extremamente seletiva quanto a isso: para onde olho vejo comida e culinária baiana.

Foi assim na frente do memorial de Jorge Amado, lá no Pelourinho.

De pronto,  vislumbrei uma baiana,  um tabuleiro e seus atrativos: acarajé,  cocadas branca e preta,  e até "punhetinha de estudante"; esta é feita com massa de tapioca e enrolada com as mãos em movimentos que lembram o vício de Onã (Onan). Daí o peculiaríssimo nome. E é servida com açúcar e canela.

Dessa forma,  ainda tentei simular um suposto conflito comigo mesmo, dizendo-me: mas faz tão pouco tempo que tomei o café do hotel...

De nada adiantou,  aliás eu não queria que adiantasse mesmo,  o que eu queria era o acarajé que estava borbulhando no fervente óleo de dendê a dois palmos dos meus gulosos olhos. Não resisti.

Oh, minha senhora,  capriche num acarajé desse aí pra mim!

"É pra já,  meu rei !"

E começou a preparação:

Pegou o acarajé, cortou-o ao meio e começou a perguntar pela ordem dos acompanhamentos:

1  "É com pica ?"

Nesse momento, abestalhei-me, e aí alguém percebendo soprou no meu ouvido: "é pimenta". Então,  respondi: pouca!

2. "Vatapá ?"

Sim!

3. "Caruru?"

Sim!

4. "Vinagrete?"

Sim!

5. "Camarão?

Claro !

Pronto!  Estava feita a obra prima,  e de tão grande os ingredientes escorriam pelas bordas da embalagem de papel. Uma beleza !

Achei pouco o que já era mais que suficiente e caí na besteira de pedir que botasse um pouquinho mais de pimenta.  Falei pimenta mesmo porque nunca me atreveria a pedir pelo nome utilizado pela baiana como sinônimo de pimenta.

Em seguida,  sentei-me nos degraus da Casa de Jorge Amado,  no Pelourinho,  e sob a proteção deste comecei a traçar o bendito acarajé. Foi questão de poucos minutos e conclui a minha obra, restando o delicioso acarajé estraçalhado e as minhas mãos precisando de água para lavá-las.

Peço a conta incluindo um refrigerante e mais quatro cocadas, sendo duas brancas e duas pretas.

Bucho mais cheio ainda,  mas satisfeito com o desejo realizado,  desprezei uma espécie de moleza mais para jiboiamento que sempre nos ocorre quando exageramos na comida.

E deixei o profano espaço específico do Pelourinho rumo ao sagrado Senhor do Bonfim.
De carro,  dirigindo,  calor, mesmo com o ar condicionado funcionando bem, engarrafamento, anda um pouco,  pára outro pouco, acelera,  pisa no freio,  uma curva ali,  outra acolá,  e tome moleza, sonolência e, de repente,  eis que surge algo estranho no reino da gula com reflexo direto na barriga.

Não é possível ! Já,  tão rápido assim ?

Imediatamente passei a ficar mais falante,  conversador,  tentando afastar os males e principalmente o pensamento que não queria pensar.

Alguém sempre do meu lado percebeu e me perguntou: "afinal de contas, você comeu um acarajé ou tomou água de chocalho ?"

Desconversei, mesmo sabendo que isso surtiria efeito por muito pouco tempo.

E a Igreja do Bonfim ? Por quê está tão longe ? Parece que a gente não vai chegar é nunca !!!

A atenção às placas de sinalização turística aumenta. Comento sobre a tradução para o inglês. Comento também,  com certa surpresa,  que elas indicam a distância que falta em milhas.  Ora, em milhas ? Precisava esse preciosismo todo ? O humor já estava alterado e para pior,  óbvio.

Passamos a comentar se a Igreja do Bonfim estava perto ou longe.  Olha essa placa! Ela anuncia que estamos a 3 milhas de distância. Isto fazendo a conversão para quilômetro equivale a 1,4 km (no sistema britânico) e 1,6 (no sistema americano)  o que implica 4,2 ou 4,8 quilômetros.  Pôxa,  ainda isso tudo?  Chutei para a frente!

E a barriga começou a roncar,  falar quem sabe querendo entrar na discussão sobre o porquê das placas indicativas em milha.  Como não lhe foi dada atenção,  começou a roncar mais do que cuíca. E junto vieram umas cólicas daquelas fininhas.  Danou-se, alerta vermelho ! E vermelho por enquanto porque o pior é se essa cor mudar para uma outra que não queria nem imaginar.

Enfim,  chegamos à Igreja do Senhor do Bonfim !!!

Por sorte, consigo estacionar o carro rapidamente enquanto minha companhia, já sabedora do meu desespero, desce do carro e começa a negociar a compra de fitinhas, chaveiros e escapularios do Senhor do Bonfim.
Nesse momento,  eu já estava me informando com o flanela da área sobre um banheiro mais próximo para me socorrer da vexatória situação em que estava metido.

Aí,  eis que minha mulher se aproxima de mim, já com as aquisições feitas,  e ne diz "estas são as suas fitas para amarrar dentro ou nas grades  da Igreja. Agora,  preste atenção que você tem que fazer três pedidos em forma de oração...."

De pronto, cortei a sua palavra dizendo-lhe: minha filha,  vá na minha frente e vá fazendo tudo isso sozinha. E pode fazer a minha parte também. Até porque o Senhor do Bonfim já me atendeu quando recebi do flanelinha a indicação do banheiro mais próximo daqui,  que é para onde estou indo e é agora!  Fui !

Bom, milagre ou não,  mas o fato é que voltei aliviado e novinho en folha da minha ida ao banheiro

E ainda visitei a Igreja do Bonfim,  tirei fotos e amarrei  a fitinha tendo por pensamentos só agradecimentos.  Nada mais! 

Tenho dito.

Paulo Monteiro

domingo, 23 de novembro de 2014

A CAMA E O TRAVESSEIRO

As duas coisas que tenho enorme dificuldade de adaptação quando viajo e fico em hotéis.

É de tal forma que ando procurando uma maneira de minimizar isso principalmente quando a estadia é,  de certa forma,  prolongada.

A minha cama da minha casa considero a melhor do mundo ainda que os filhos a apelidem de "cama de faquir" por o colchão ser duro. Para mim não há outra melhor!  Nela consigo dormir o sono dos justos e dos sonhos.

Com o meu travesseiro ocorre a mesma coisa.  É verdade que com ele às vezes tenho um relação de amor e ódio,  prevalecendo o amor. É que consigo dobrá-lo de todas as formas e maneiras,  deixando-o dócil e submisso aos caprichos da minha cabeça,  do meu corpo e, principalmente,  da minha coluna.

Por conta disso,  tenho dito à minha mulher que se pudesse sempre levava os dois: a cama e o travesseiro nas minhas viagens,  não importando o destino. É dupla que amo de paixão e que certamente hei de sentir muito o dia que não mais puder continuar tamanha relação amorosa.

Agora entendo as crianças que se apegam aos pedacinhos de panos de chupeta ou de fronhas e não os soltam em nenhuma circunstância. Elas sabem daa coisa e são gratas a tanta dedicação e amor.

Vejam vocês.

Estou em um grande e muito bom hotel aqui em Salvador.  O preço da diária custa os olhos da cara o que, por si só,  já é um crime porque se nos tirarem os olhos da cara como poderemos ver tanta beleza que há em Salvador e nos soteropolitanos?

Esse hotel é,  sem dúvida alguma,  excelente!  Acomodações,  serviços,  localização,  beleza, piscina,  lazer e um atendimento perfeito feito por empregados felizes,  o que é raro.

Até aí tudo bem!  Nada tenho a reclamar, ao revés,  sou só elogios. E sou não dou a nota máxima por uma coisa.  Na verdade,  duas coisas.  A cama e o travesseiro.

Explico o porquê.

A cama porque dessas imensas,  o que é muito bom,  mas com um colchão tão mole e macio que mais parece que quando deitamos vamos afundar até o lastro ou,  pior ainda,  até o chão. E qualquer movimento que fazemos parece que estamos num grande balanço de molas muito sensíveis.  Mas até aí tudo bem, mesmo reconhecendo uma certa incompatibilidade entre a minha coluna e esse tipo de colchão.  Continuo,  portanto,  preferindo a minha cama de faquir. Confesso-lhes até que,  em momentos muitos específicos,  chega até ser interessante. Mas isto é uma história que não vem ao caso.

Assim,  a minha bronca maior se volta contra o danado do travesseiro de hotel.  Parece que todos foram feitos para verdadeiros Golias.  É que o tamanho,  a altura e a espessura deles só podem terem sido feitos para gigantes.  E acham pouco ainda botam dois travesseiros para cada hóspede, sob o argumento que é para se recostar.  Ora, se recostar em dois monstros desses é o mesmo que ficar sentado na cama.  E, para sentar,  prefiro cadeira mesmo.

As minhas brigas, lutas noturnas, com esses travesseiros têm sido ferozes,  porém,  insanas e desiguais. É que estou perdendo todas!  Não ganho uma sequer! 

Primeiro,  tento dobrá-los e não consigo.  Penso que foram feitos de material ultraresistente que somente um Sansão com a cabeleireira arrastando pelos pés seria capaz de tamanha façanha.  E se Dalila,  a que dizem ter sido a primeira terrorista da história, não cortasse essa cabeleireira porque aí é que não conseguiria mesmo.

Segundo,  tento deitar a cabeça neles, simplesmente não dá. A minha cabeça não deita, fica em pé e dormir assim é impossível porque não sou elefante. Então,  jogo um na cadeira mais próxima,  erro e o danado cai no chão dando um estrondo. Penso comigo: ótimo,  desse livrei-me! A briga continua só com um. Dou-lhe uns tapas. Tapas não!  Porradas mesmo!  A minha mulher olha assustada pra mim e pergunta: "endoidou foi, meu filho? " Nem respondo para não começar outro front de batalha. Continuo no meu MMA com o insuperável travesseiro. Jogo-o pros pés,  é pior.  Parece que os pés vão bater no teto. Trago-o para a altura dos joelhos e tento me deitar sobre o infeliz, não adianta é como se uma parte de mim cavasse e a outra afundasse. Por fim, trago o danado de volta para o lugar para o qual foi feito,  ou seja,  para a minha cabeça. Não aguento mais do que cinco minutos,  a altura é grande e a coluna começa a chiar. Depois disso tudo,  acabo concluindo que isso não é um travesseiro mas sim um tobogã ou uma montanha russa;  e duvido muito que alguém  consiga dormir nessas coisas.

Terceiro,  e por fim, decido apelar para o serviço do hotel. Ligo para a recepção,  frise-se com toda a educação do mundo que é para não começar outra luta, e pergunto ao atendente se existe algum travesseiro para criança.  O cara responde, de pronto,  perguntando: "senhor,  e tem criança aí?" Pensei,  lascou!  Disse-lhe que não e narrei todos os meus rounds anteriores com a dupla infernal de travesseiros. Durante todo esse tempo o cara foi silêncio só.  Quando acabei de falar,  ele simplesmente disse-me: "senhor,  tem sim travesseiro para criança,  mas como descrito é só para criança! ". Pronto!  Desisti de argumentar e ainda agradeci.

Moral da história.

Decidi que vou adotar carregar comigo o meu travesseiro nas futuras viagens que fizer pouco importando se no Brasil ou para qualquer outro país. E mais,  também gostaria de levar a minha cama, mas, por razões óbvias, sabemos todos que isso além de ser considerada uma sandice seria impossível.

Enfim,  a partir de agora, como tem crianças que carregam os seus pedacinhos de panos, eu vou carregar comigo o meu travesseiro.

Tenho dito.

Paulo Monteiro

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

DE VOLTA A SALVADOR

De volta a Salvador. É a terceira vez que aqui venho por gostar.

E cheguei logo no Dia da Consciência Negra.

Algumas coisas e algumas personagens permeiam a minha parca memória baiana.

A começar pela culinária com os seus temperos únicos. Neste caso,  na minha agenda tem anotado comer moqueca,  acarajé e cocadas branca e preta. Já estou de olho no tabuleiro da baiana. É óbvio que essa missão será fielmente cumprida.

As visitas a algumas das incontáveis e inesquecíveis Igrejas também. Destas o meu destaque para a Igreja de São Francisco, é que é muita beleza e riqueza num só templo.

Difícil visitar as igrejas de Salvador sem se tocar de alguma forma por alguma coisa a mais e além da minha racionalidade.

A própria Bahia e o seu sincretismo religioso é muito tocante. Palavra de um agnóstico! 

É muito bom estar aqui e poder comer da sua comida, beber da sua água e contemplar tanta beleza Bahia de todos os santos!

A chuva que encontrei hoje,  os engarrafamentos dentro da cidade,  as obras em execução na orla,  tudo isso é o mínimo.  O máximo é Salvador, é a Bahia!

A  Bahia é muito rica em tanta coisa. A começar pelas pessoas. Há sempre um sorriso nos lábios e nos olhos. Certamente também no coração embora aqui seja mais difícil de ver.

Como tudo na vida também há tristeza. Aqui vi a tristeza de mães desesperadas cobrando das autoridades os filhos desaparecidos.

Nessas faces não havia sorrisos, mas sim dores lancinantes em forma de lágrimas. Mães aflitas e desesperadas, verdadeiras Antígonas,  retratando na Salvador de hoje a Grécia de 400 anos antes de Cristo. Que o Rei lhes conceda o direito natural de enterrar os seus filhos.

E assim segue a vida entre sorrisos e lágrimas.

A vida anda muito rápida en todos os lugares.

Na Bahia também!

Aliás, quem foi que disse que os baianos são descansados,  desapressados? Isto ecoa uma inverdade! Vocês precisam vê-los correndo ao atravessar as ruas e avenidas na frente dos carros. Só na minha frente passaram alguns,  forçando-me a meter o pé no freio. Acho que o responsável por isso é o progresso da última década.

Das  personagens que estou sempre a rememorar algumas têm cadeira cativa,  tais como: Teixeira de Freitas,  Rui Barbosa,  Gregório de Matos, Jorge Amado, João Ubaldo, Dorival Caymmi, João Gilberto,  Gil e Caetano.

O "capitão do mato" Vinicius de Moraes com a sua inesquecível canção sobre Itapoã também. 

É claro que tem muito mais! E comigo não teve esse negócio de "...se Anália não quiser ir, eu vou só...". Nada disso!  A minha 'Anália" veio comigo sim! 

A Bahia tem muitas letras e muitos ritmos. 

Portanto, todos os outros não referidos que me perdoem o pecado da omissão.

Enfim,  nos próximos quatro dias procurarei beber mais dessa fonte inesgotável de brasilidade, cores,  ritmos e palavras.

Tenho dito.

Paulo Monteiro

terça-feira, 18 de novembro de 2014

NO BRASIL, COM RARAS EXCEÇÕES, AS AUTORIDADES SÃO VAQUEIROS

Em relação à existência de autoridades conscientes do zelo profissional e outras virtudes mais, concordamos.

Conheço muitas e vocês também devem conhecer.

Agora, isso me lembra a sabedoria do matuto do interior de Pernambuco.

Lá, em Garanhuns, no agreste meridional, minha terra natal, eu costumava ouvir dizer que na região fazendeiro mesmo só tinha um: o Banco do Brasil.

Todos os outros que arrotavam riqueza e poder não passavam de vaqueiros porque deviam até os cabelos nos financiamentos do Banco do Brasil.

Trazendo isso para os dias de hoje no nosso país, e principalmente levando-se em consideração a atual configuração constitucional, podemos dizer que Fazendeiros de verdade na atual República são somente três: os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

E, dos três Poderes acima referidos, o mais forte é, sem dúvida alguma, o Executivo porque tem a chave do cofre e a caneta das nomeações.

Assim, todo o resto que posa de suprema autoridade, e neste aspecto algumas até se identificam como divindades, é tudo vaqueiro vaquejando a grande boiada brasileira visando ganhar um destaquezinho. Em suma, não passam de vaqueiros.

Tenho dito.

Paulo Monteiro

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O JUIZ FEDERAL SÉRGIO MORO

Meus amigos (as), em bom "nordestinês" lhes digo com muita sinceridade e satisfação:

Esse cabra é muito bom ! Eita cabra bom da peste !!!

E tenho dito.

Paulo Monteiro

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  • Ricardo Galvao Esse cabra é da direita e tä fazendoo showzinho ludibriador dele pra atingir seus OBJETIVOS POLÍTICOS... que não tem nada com o "combate a corrupção"que teatraliza.
  • Ricardo Galvao É só esperar a "nuvem dasaparências" passarem pra ver.
  • Paulo Monteiro Não concordo, Ricardo Galvao! Não espere do seu amigo aqui defender empreiteiros e políticos safados e corruptos. Isso nunca ! E não adianta discutir a forma. O importante é a substância; e esta está tão podre quanto a alma desses ladrões do nosso dinheiro. Doa em quem doer é cadeia neles!
  • Paulo Monteiro Ademais, se a gente for politizar toda e qualquer decisão judicial será o caos total. E com a via ao revés é a mesma coisa. Vamos acreditar que ainda temos Judiciário, Legislativo e Executivo. Este é o melhor caminho para todos nós e para o nosso país.
  • Paulo Monteiro Veja o seguinte! Pela primeira vez na história do Brasil um juiz manda prender donos de grandes empreiteiras. Isso pra mim é suficiente para o apreço.
  • Paulo Monteiro Enfim, não podemos sequer tentar desconstruir as já fracas instituições que temos para beneficiar empreiteiros corruptos e políticos safados.
  • Paulo Monteiro Aliás, vamos atentar para essas questões muito em voga no Brasil de hoje. A oposição tem a mania de judicializar tudo que é iniciativa do governo e que o CN aprova. E a situação, principalmente os militantes, está com a mania de rotular toda e qualquer decisão judicial que não lhe agrada como sendo de direita. Em outras palavras, está politizando as decisões judiciais. Agora, num exercício de raciocínio, se nesse assalto da Petrobrás 100 fossem os parlamentares envolvidos, e todos do PSDB, e o Dr Sérgio Moro mandasse prender todos eles, aí o juiz federal passaria a ser considerado de "esquerda", portanto, "elogiado" e venerado pela turma do PT. Ora, eu votei e apoio Dilma, mas ainda não perdi o senso.
  • Paulo Monteiro http://www.cartamaior.com.br/...
    Cardozo ressaltou que a Polícia Federal está cumprindo o...
    CARTAMAIOR.COM.BR|POR CARTA MAIOR
  • Paulo Monteiro Lembrando também que o próprio Poder Executivo da União, leia-se governo da Presidenta Dilma, está empenhado em oferecer todos os meios necessários, tais como : verbas para diárias dos policiais federais, combustível para veículos e aeronaves, enfim, coisas imprescindíveis sem as quais as Ordens Judiciais do Sergio Moro não teriam efetivadade. E isto é importante registrar para que não se imagine que o governo Dilma não tem interesse na apuração disso tudo e na condenação dos culpados. Como disse o próprio Ministro da Justiça: "as investigações vão continuar doam em quem doer". Por fim, vejo no sentimento de Walderia Santana, o mesmo sentimento da maioria da população que, de fato, anda descrente das nossas instituições. Contudo, é bom lembrar que, mesmo que elas ainda apresentem algum tipo de fragilidade, sem elas será muito pior, será o caos. Portanto, não devemos sequer pensar em enfraquecê-las. Ao revés, vamos apoiar dando o devido crédito de confiança.
  • Paulo Monteiro Agora, caro Francisco Alves A. Santos Jr., sabemos todos que toda a nossa legislação penal e processual, inclusive, a legislação extraordinária vinculada a estas leis, são todas extremamente benéficas aos criminosos do país. A começar pelo elevadíssimo número de recursos, facilidade nos regimes de progressão da pena, falta de presídios compatíveis com o regime da pena aplicada, enfim, tudo isso ao final poderá acarretar esse tipo de sentimento que a maioria das pessoas têm alimentado ao longo dos últimos tempos.
  • Paulo Monteiro Primo, Odorico Lobo, às vezes você se esquece que também fiz carreira no serviço público federal. O que que está dizendo é verdade. Mas não é menos verdade que essas mesmas verbas faltam diante da contingência. E "o contingenciamento é uma medida de programação financeira. Assim como isso existe para o governo, a gente também tem esse mesmo efeito na nossa vida particular, que nada mais é que do que a limitação dos gastos frente à receita que você tem anualmente, frente ao que você recebe, para economizar. E essa economia então é direcionada para a diminuição da dívida que o poder público tem em relação aos seus credores. É para isso que a gente faz o contingenciamento" . Em outras palavras, seria muito fácil para quem tem a chave do cofre - e dúvida não há que é o governo federal ora de Dilma - simplesmente contigenciar essas verbas. E aí ? Como a PF, a RB, e a própria JF, iriam fazer para bancar os altos custos dessas operações em curso no Brasil inteiro? Para mim, dúvida não há da participação ativa do governo federal de Dilma. As respostas estão aí para quem quiser ouvir e entender. Por fim, lembre-se que está mais que provado e comprovado que nenhuma dessas instituições tem autonomia financeira, todas dependem de dotações orçamentárias autorizadas pelo governo federal. Daí, discordar do seu ponto de vista que pretende negar a participação do governo federal, através dos seus órgãos PF e RFB, nas operações em comento.
  • Paulo Monteiro E é preciso fazer mais um reconhecimento à equilibrada atuação do Juiz Sérgio Moro. É que ele poderia ter deflagrado essa fase das prisões ainda durante o período eleitoral e não o fêz. Até o próprio governo Dilma reconhece isso.
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  • Francisco Alves A. Santos Jr. A Polícia Federal também vem fazendo um belo trabalho. É bom lembrar que é ela que busca os primeiros indícios e também é ela que pede, ao Juiz, a prisão dos meliantes. Mas o Juiz precisa tem conhecimento técnico e coragem para decretar as prisões. Então, todos estão de parabéns.
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  • Paulo Monteiro Concordo. Sem dúvida alguma!
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