sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

SOBRE O AUMENTO DA CÚPULA DOS PODERES

PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF,

Ao conceder aumento salarial - ou qualquer coisa que o valha - diferenciado para a cúpula dos três poderes, inclusive em seu benefício direto, e, em especial, para ministros do STF, PGR, juízes, procuradores e todos os demais membros desses poderes e outros correlatos em efeito cascata, deixando de fora todos os milhares de servidores do Judiciário Federal e MPU você está cometendo um grave e histórico erro que vai manchar mais ainda o seu governo.

Agora, sabemos que o seu governo tem dois pesos e duas medidas.
Afinal de contas, essa medida é uma política de governo ou uma vã tentativa de cooptação dos ora beneficiados?
Já não basta a futura nomeação de todos os ministros do STF?
Estou indignado!!!
Ora, ora!!!
Paulo Monteiro
Dilma (PT) fecha acordo para votar reajuste de juízes e, contando com a omissão do STF, exclui servidores
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 17, propostas de aumento dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); do procurador-geral da República; de deputados e senadores; da presidente e do vice-presidente da República; e dos ministros de Estado. Nos casos do Legislativo e do Judiciário, os subsídios passam a ser de R$ 33.763,00.Os do Executivo serão de 30.934,70. As matérias ainda precisam ser votadas pelo Senado.
De acordo com os projetos de lei 7.917/14, do STF, e 7.918/14, do Ministério Público da União (MPU), os salários dos ministros do Supremo e do procurador-geral da República aumentam a partir de janeiro de 2015. A lei 12.770/12 determinava que, a partir de 2015, os subsídios seriam de R$ 30.935,36. Entretanto, os projetos pediam um aumento maior, para R$ 35.919,05 (16% de elevação). A diminuição para R$ 33.763,00 foi negociada com o Executivo.
O reajuste do subsídio dos ministros da Corte, usado como teto salarial do funcionalismo público, terá impacto nos salários de todos os juízes, que são calculados a partir do que é pago ao STF. O reajuste do procurador-geral da República terá impacto nos demais cargos de procuradores do Ministério Público.
O governo de Dilma Roussef (PT) aprovou o reajuste para os mais altos salários do serviço público federal, mas não aceitou negociar o reajuste dos servidores, que amargam oito anos de congelamento salarial. Desde ontem, o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida está em Brasília, onde participa do esforço concentrado convocado pela Fenajufe para pressionar pela aprovação do requerimento de urgência e emenda de inclusão dos valores dos PLs 7.920/14 e 7.919/14 no Anexo V da Lei Orçamentária Anual de 2015. Ruy e o coordenador da Fenajufe Adilson Rodrigues conseguiram o apoio do deputado Ivan Valente (Psol-SP), o qual apresentou à Comissão Mista de Orçamento a emenda de inclusão dos valores do PL 7.920/14. É um avanço, mas, sem acordo, a emenda não será aprovada.
O deputado Afonso Florence (PT-BA), relator do PL 7.920/14 na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) foi questionado quanto à resistência do governo em aprovar o reajuste dos servidores do Judiciário Federal. O parlamentar disse aos servidores que o PL foi aprovado na CFT, mas não deveria, pois não havia acordo financeiro com o governo. Nesses dois dias, foram feitos contatos com vários deputados dos mais diversos partidos. Chico Alencar (Psol-RJ) foi um dos que se manifestaram na tribuna defendendo a aprovação da reposição salarial dos servidores, que articularam com a bancada do Psol a defesa da aprovação dos projetos de reposição tanto de juízes quanto de servidores; apontando que caso apenas o PL dos magistrados fosse aprovado, seria feita forte denúncia dessa manobra. Os servidores conseguiram, ainda, o apoio de deputados do PR e do Pros.
Em reunião no STF, categoria mostra indignação
O diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida, os coordenadores da Fenajufe Adilson Santos, Eugênia Lacerda e Saulo Arcangeli e diretores do Sintrajud/SP, do Sindjus/DF, do Sinjuspar/PR e do Sinjutra/PR reuniram-se, na noite de terça-feira, 16, com o diretor-geral do STF, Amarildo Vieira. Eles mostraram a indignação dos servidores com o acordo firmado pelo governo no Congresso Nacional que autorizou a aprovação apenas dos projetos que vão resultar em aumentos salariais para magistrados, procuradores, parlamentares, ministros, presidente e vice da República.
Foi cobrada uma postura coerente com o discurso do presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, que afirmava ser inadmissível reajuste apenas para os juízes. Os servidores sugeriram que o PL dos magistrados fosse imediatamente retirado de pauta e que Lewandowski se manifestasse publicamente em defesa da reposição para os servidores em conjunto com o aumento para a magistratura.
Amarildo afirmou que o governo segue intransigente e que a crise econômica endureceu o debate. Ele relatou que o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, não deu retorno aos contatos do STF e que Lewandowski entrou em contato com o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), no que chamou de "última cartada" em busca da reposição salarial. Uma resposta deveria ter sido dada nesta quarta-feira. Até o fechamento desta notícia, não havia novidades. Ainda segundo Amarildo, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), informou que, em conversa com o Temer, este teria afirmado que um acordo é “quase impossível”.
Conforme Amarildo, o Supremo espera que, caso venha alguma proposta do governo ainda em 2014, ela seja ainda menor que os R$ 518 milhões cogitados para a hipótese de atraso da primeira parcela do PL para novembro de 2015. O diretor-geral fala em "buscar algum recurso e avaliar de que forma aproveitá-lo". O DG do Supremo chegou ao ponto de opinar que a tabela do PL 7.920/14 é alta para uma categoria grande como a do Judiciário Federal.
“O governo dá um tapa duplo na cara da categoria”, disse diretor Ruy Almeida, ao lembrar que a magistratura foi contemplada com o incremento remuneratório do auxílio-moradia, com o reajuste salarial e que a proposta de adicional por acúmulo de função também está na pauta do Congresso para esta quarta-feira. Na opinião do dirigente, essas discrepâncias, cada vez maiores, acabarão gerando acirramentos de ânimo preocupantes, pois, do outro lado, estão os servidores, com um arrocho salarial cada vez maior. Quanto à crise citada por Amarildo, Ruy assinala que ela só vale quando se trata da reposição dos servidores, pois não foi empecilho para aumentar aqueles já são os maiores salários da República. “O sindicato continua na luta, não vamos desistir de pressionar o governo, o STF e os parlamentares”, afirmou. Ruy assegura que, se for confirmada a não aprovação do reajuste salarial neste ano, é responsabilidade de todos construir uma grande greve em 2015, que possa enfim vencer a intransigência e o desrespeito do governo Dilma com a categoria, assim como dar resposta ao descaso da cúpula do Poder Judiciário, que se preocupa apenas em lutar por benefícios para a magistratura.
Com informações da Agência Câmara e de Luta Fenajufe, por Hélcio Duarte Filho
  • Você, Debora Dayse e Gilka Assis curtiram isso.
  • Paulo Monteiro Minha amiga, Debora Dayse, é a crônica de uma morte anunciada. 
    Lá atrás, quando o STF aprovou a Súmula Vinculante 37, a que impede a aplicação do Princípio da Isonomia em ações de interesse dos servidores públicos federais, tudo isso já estava maquiavelicamente tramado. 
    A partir daí, tudo que vi foi o mais vil jogo de cena envolvendo o chefe de um poder apequenado, submisso, servil, agora também egoísta, de cócoras, falo do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, diante da toda poderosa chefe do Poder em Executivo - que elegemos para mais um mandato de quatro anos - e que somente agora posa de rigorosa na contenção dos gastos públicos. Rigor, este, que nunca teve no combate aos inúmeros casos de corrupção do seu governo e que assolam os quatro cantos do país e do mundo. Como podemos acreditar nessa gente? Com que cara vamos fazer greve contra Dilma? Com que cara vamos nos olhar no espelho e dizer: que merda foi essa que fiz??? Mas a vida segue! E tanto segue que, daqui a 4 anos, novamente estaremos a postos em nossas trincheiras para defender Dilma, Lula e grupos a eles ligados, inclusive, a turma do STF. Veremos isso.
  • Paulo Monteiro Então, com tanta convicção assim, não há porque falar em greve! Você tem mais é que defender o acerto do governo Dilma nessa questão. E também a posição do deputado federal da base dela. Todos eles estão certos! Nós, não!
  • Paulo Monteiro Só mais uma pergunta: você pensa, imagina ou, pior ainda acredita que juízes federais e procuradores vão apoiar e se preocupar com greve de servidor? ??? Você tá delirando, é Debora Dayse???? Kkkkkkkkkkk
  • Debora Dayse Amigo, Paulo Monteiro, não votei em Dilma achando que teria uma postura diferente de ser contrária ao nosso reajuste. Ela nunca escondeu a sua posição quanto aos pleitos de aumentos salariais no serviço público! Votei nela pensando no conjunto; na melhor (ou menos ruim, como preferir...) opção dentre as que se apresentavam para o país, e não apenas para nossa categoria. Quanto a isso, não tenho o menor arrependimento, pois meu voto foi com convicção. Agora, sabia que a luta seria duríssima, quando a temática fosse o nosso PCS; sabia que dependeríamos de um Judiciário Forte e de representantes do CN sensíveis à nossa causa. durante a confusão hj no Plenário da Câmara, um deputado chegou a dizer que foi um erro aprovar o nosso projeto na Comissão de Finanças, pois os servidores do Judiciário pertencem a uma categoria enorme. Ao dizer isso, ele se referiu ao montante de reais necessário para custear nosso reajuste. Veja só que ironia: de fato, pertencemos a uma enorme, porém desunida e, consequentemente, fraca categoria! Enquanto isso perdurar, viveremos de migalhas.
  • Debora Dayse Amigo, Paulo Monteiro, o fato de fazer uma opção política, votando num dado candidato, não significa que tenha que defender a todo e qualquer custo as decisões de seu governo, ainda que equivocadas. Já disse isso inúmeras vezes, inclusive nesse espaço: "nunca tive ilusões quanto a governo perfeito!". Não podemos nos esquecer de que antes de tudo, Dilma e todos os nossos representantes no CN são humanos, passíveis de erro, portanto. Discordo de vc, amigo. Entendo que há sim que se falar e defender o legítimo e constitucional direito de greve no presente caso! E jamais defenderei uma posição que reputo equivocada só porque votei na pessoa a adotou. Discordo da postura intransigente de nossa Presidente. Não tenho dúvidas quanto ao seu desacerto. Discordo tb da vergonhosa omissão do Presidente do STF e de todos os membros do Judiciário Federal e do MP. E reitero que o caminho (embora os servidores se acovardem) é a greve geral e por tempo indeterminado. Mas respeito e sempre respeitarei a sua opinião.
  • Debora Dayse Paulo Monteiro, quem tá delirando é tu homem: onde foi que vc leu nos meus comentários que eu " penso, imagino ou, pior ainda acredito que juízes federais e procuradores vão apoiar e se preocupar com greve de servidor"??? Menino, eu sei que transformaram o Natal na festa do Papai Noel, mas eu não acredito nele! kkkkkkk DEFENDO A IDEIA DA GREVE GERAL INDEPENDENTEMENTE DE QUALQUER APOIO (QUE INEXISTE, É VERDADE) DOS JUÍZES E PROCURADORES! E quanto ao comentário doFernando Albuquerque, tá certíssimo: GREVE NELES!!! Mas, infelizmente, confiar que essa greve geral virá redunda no mesmo que acreditar no Papai Noel...kkkkk o povo é covarde demais pra isso...mas posso ao menos sonhar...
  • Paulo Monteiro Tá faltando luz aqui. ...
  • Debora Dayse O que eu fiz foi um comentário irônico, sugerindo a mudança para o sistema inquisitivo, onde o magistrado "faz tudo" (e no caso seria tudo mesmo!), já que os servidores são desconsiderados, logo, desnecessários...kkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Debora Dayse No post ou na sua casa? kkkkkkkkkkkkkkkk
  • Debora Dayse E aos que acharem que estou defendendo greve geral pq estou de licença à maternidade, informo que minha licença acaba agora em janeiro. Em fevereiro estarei de volta ao batente e se, por algum milagre, TODOS resolverem cruzar os braços, garanto que eu estarei cruzando os meus tb. Diferente de vários indivíduos que inventam de "brincar de exercer funções que exigem coragem", eu me policio para, em toda e qualquer situação de minha vida, ser corajosa. Quem me conhece sabe bem disso!
  • Paulo Monteiro Em Boa Viagem. ... rsrsrs
  • Paulo Monteiro Tou economizando bateria. ....rsrsrs
  • Debora Dayse kkkkkkkkkk aqui em Casa Forte teve queda de energia...será que os "curtos circuitos" de nosso debate tem alguma coisa a ver com isso??? kkkkkkkkkkkkkk
  • Debora Dayse Tb vou economizar a minha indo dormir! kkkkkkkkk boa noite, amigo!
  • Paulo Monteiro Estão começando a surgir postagens e comentários infames sobre colegas que votaram em Dilma e, agora, diante da negativa do nosso reajuste se "dizem arrependidos". Até aí tudo bem! Exceto na apelação piegas, chula e desagregadora de que "...quem assim está arrependido é cúmplice da corrupção...". Vejam bem a gravidade de um posicionamento desse tipo. Por isso, já vou me antecipar no assunto e dizer logo o que penso. É um colocar pingos nos is. Primeiro, se quem votou em Dilma é cúmplice da corrupção histórica deste país, agravada nos dias de hoje, quem votou em Aécio também o é porque este e o seu bando, o PSDB, roubou, rouba e ainda roubará muito em todas as proporções neste mesmo país. Mas não pretendo me alongar nesse medíocre campeonato da corrupção. Assim, a única coisa que nos diferencia na questão do voto, isso aproveitando a deturpação de mentes doentias e desagregadoras, é que nós votamos na "quadrilha petralha", e eles votaram na "quadrilha tucanalha". Logo, basicamente a diferença é essa: "somos cúmplices por um tempo maior". Eles são " cúmplices por tempo menor" diante da derrota da quadrilha deles que pretendiam ver instalada no país. Mas num se avexem não quanto a isso, vocês ainda terão a oportunidade de conduzir a "quadrilha" de vocês ao planalto, e nós aqui estaremos para também chamá-los de "cúmplices". Enfim, essa me parece a versão tupiniquim dos "sujos falando dos mal lavados" ou "somos todos iguais nessa noite". Sim É assim que estou atento a essas postagens e comentários infames de colegas e outros que se julgam acima do bem e do mal, mas que pecam como todos os outros, embora não enxerguem o próprio rabo, diante da condição humana. Tenho dito.
  • Paulo Monteiro Outro detalhe em relação a esse aumento descarado para a cúpula dos três poderes é que ele também beneficia servidores que estão no teto, e que tiveram cortes por esse motivo. Isto significa que, além de tudo, conseguiram criar outro fosso salarial, igualmente grande, dentro da própria categoria dos servidores. Sem dúvida, estamos diante de mais uma ação, para dizer o mínimo, desastrada do já fragilizado governo Dilma. E digo mais, não hesitarei nas críticas quanto a isso.
  • Paulo Monteiro Quanto às nossas postagens e comentários, Debora Dayse, vamos botar pra torar mesmo!!! Assim o farei!!! kkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Paulo Monteiro Eu já vi que sou a única carne fraca aqui! Todos os outros são carne de pescoço de tão duros e firmes nas suas "convicções políticas". OK! Rendo-me! Rendo-me por não ser tão forte! Rendo-me por não manter os meus ideais políticos-filosóficos firmes como a Rocha de Gilbratar, ou como idéias tão fixas que só os ... abençoados têm. Rendo-me mais, e a tal ponto, de até aceitar uma redução dos meus proventos para colaborar com todos os escândalos dos governos de Lula e Dilma, especialmente para o soerguimento da "Jóia da Coroa", a Petrobrás, porque esta é vítima de simples malfeitos do destino. Rendo-me, por fim, porque a partir de hoje serei mais um franciscano, um proletariado, em meio a tantos e virais capitalistas selvagens que só pensam em si, no aumento salarial, no luxo e na orgia do consumismo. Com carinho e com afeto para os queridos amigos, Debora Dayse e Adriano Clayton (Debora, desculpe-me pelo machismo inadequado dessa forma de fazer o plural na nossa língua portuguesa). Fui !!! E não me provoquem mais!!! kkkkkkkkkkkkkkk
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  • Adriano Clayton hehehehe.... Sorry, meu amigo!
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  • Paulo Monteiro É que não consigo acompanhar os passos de tão nobres e altruístas amigos!!! Fico devendo! kkkkkkkkkkkkkkkk
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  • Paulo Monteiro Em breve, muito em breve, olharei para o céu e direi: estrela? que estrela? estrela nunca mais !!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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  • Adriano Clayton Nesse momento eu passo a sempre votar nulo/em branco, meu amigo! Mas ainda não é hora!
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